
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Mari Fabreti: PAUSA PARA LEITURA !

MARI FABRETTI: COMO ENLOUQUECER UM PUBLICITÁRIO

1. “Meu sobrinho faz este trabalho melhor que você”
Seja para criar uma logomarca ou um anúncio, as chances de ouvir algo parecido é muito grande. Afinal, qualquer um que mexe no Corel Draw vira automaticamente um Diretor de Arte e/ou Designer, não é?
2. Definir por conta própria quais programas o comercial vai passar
A mãe adora a Hebe, o filho curte TV Globinho, a esposa é vidrada no Hoje em Dia, a filha em Malhação e o irmão curte o CQC. Para agradar todo mundo em casa, o cliente pede para o comercial passar em todos esses lugares, mesmo que a campanha seja sobre peças de automóveis. Para que contar com o bom senso do Mídia se ele tem bom gosto, não é mesmo?
3. Mandar a idéia para a agência produzir
Dizem que de médico e louco todo mundo tem um pouco. Acrescente neste ditado a classe publicitária. Se até as próprias mães dos criativos gostam de sugerir idéias, imagine o cliente. Através do atendimento, ele já mostra para a agência como serão os títulos, roteiros e layouts da campanha. Afinal, ele está pagando e quer mostrar o seu talento para o público.
4. Usar materiais amadores
A tecnologia cada vez oferece para simples mortais aparelhos cada vez mais poderosos. Para que pagar um fotógrafo profissional se uma digital de 10 MP já resolve a situação, não é mesmo? Qualidade é nada, imagem é tudo. Pelo menos para quem usa esses aparelhos para produzir a campanha.
5. Usar modelos amadores
Seguindo a linha do tópico anterior, para que pagar modelos profissionais se a filha do cliente sonha com um papel na TV e vê o comercial do papai como uma porta para o seu sonho ser realizado? E o produto entra na história como um mero coadjuvante.
6. Aumentar a logomarca
Isso já aconteceu com onze entre dez agências. Todo o material está 99% aprovado, se não fosse o pequeno detalhe que a logo deve ser aumentada, ser o destaque do anúncio.
Muito boa, cometem !!!
Um beijo
Mari
MARI FABRETTI: MAIS UMA DE MARKETING DE GUERRILHA

MARI FABRETTI: Concurso para criação de logomarca
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou concurso que vai selecionar a logomarca dos seus 60 anos, completados em 2011. A ideia é promover e estimular a reflexão sobre a importância da instituição para o desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro.
Interessados podem se inscrever até 30/9. A participação é aberta ao público em geral, sendo permitida a apresentação de mais de um trabalho por participante. O vencedor leva um prêmio de R$ 15 mil.
Para mais informações acesse: http://www.cnpq.br/normas/rn_10_018.htm
Em caso de dúvidas, envie um email para: concurso_marca_60anos_cnpq@cnpq.br
Mari Fabreti: PUBLICIDADE É CREDIBILIDADE
Hoje o assunto é o discurso da rádio Jovem Pan referente ao caso Tiger Woods, jogador de golfe envolvido em um escândalo na vida pessoal, que acarretou o corte de verbas publicitárias, ou seja, anunciantes não querem a sua imagem ligada à imoralidade ou a falta de valores.
A partir dessa evidência a Jovem Pan, dentro do Jornal da Manhã, “levantou a bandeira” aos anunciantes brasileiros para que sigam o mesmo exemplo, e apliquem a verba publicitária em programas de contéudo.
Parabéns Joven Pan, por essa iniciativa – muitos ouvintes apoiam essa atitude – e hoje o jornalista Fernando Zamith leu vários depoimentos, e não pense você que essa é uma atitude moralista, mas quem trabalha na área sabe, que muitas vezes programas de rádio e TV com conteúdo saem do ar por falta de patrocinadores.
Publicitários e empresários, acordem. Com essa campanha da Jovem Pan, muitos consumidores já estão mais conscientes, e com isto estão de olho onde as marcas investem o seu dinheiro, e aqui vale o antigo ditado popular: “Diga com quem anda e direis quem és”. Em uma analogia podemos dizer: “Senhores publicitários mostrem onde as marcas querem investir sua verba e veremos os valores da empresa em questão”.
sábado, 18 de setembro de 2010
Mari Fabretti: Vai ficar a SAUDADE !!!
Mari Fabretti: (Branding Multisensorial)

A publicidade, mesmo em tempos de grandes avanços tecnológicos, continua focada principalmente na visão e também um pouco na audição. Diariamente nos deparamos com muitas logos e também alguns sons característicos de certas marcas, como o toque da Nokia ou o som de iniciação do Windows. No entanto, raramente vemos uma marca com um cheiro, toque ou textura específica.
As empresas estão começando a perceber que explorar os demais sentidos é algo muito rentável, gerando muitos frutos. Afinal, o cheiro não seria o mais penetrante dos sentidos? Podemos fechar os olhos, ou até apertar os ouvidos, mas não temos como deixar de respirar, então o alcance de um branding olfativo é enorme. A Singapore Airlines percebeu isso e desenvolveu uma fragrância especial e exclusiva que eles passaram a borrifar dentro dos aviões e nas salas de esperas VIP da companhia. A fragrância é relaxante e remete a praias, sol e férias.
O toque também é muito importante, é através dele que realmente ‘sentimos’. Projetar algo para que ele tenha uma certa textura, peso e forma ajuda a fazer daquele produto algo único. A Coca-cola já sabia disso quando contratou em 1915 o designer Earl R. Dean para desenvolver uma garrafa especial, que seria única e reconhecível mesmo se estivesse em pedaços.
Essa é a proposta do branding multisensorial. Quanto mais sentidos aquela marca buscar atingir, melhor será seu branding e mais única e reconhecível será a marca.
Essas informações foram retiradas do livro Brand Sense de Martin Lindstrom.
Um beijo a todos
Mari Fabretti
Mari Fabretti: Novidades no marketing digital (Pay with a Tweet?)

Conhecem o Pay with a Tweet? É uma nova forma de se vender e comprar um produto. A novidade toma carona no marketing digital e no uso das redes sociais.
Funciona da seguinte forma: um usuário vê, por exemplo, um livro que quer comprar, cujo autor disponibilizou através do mecanismo ‘Pay with a Tweet’ ou pague com um tweet. O consumidor então clica no botão de compra, que gera um tweet automático do tipo “comprei o livro X, do autor Y, com um tweet”, e em seguida ele já pode baixar o livro de graça. Assim, o usuário usa sua rede social para divulgar o produto e ganha em troca o mesmo de graça. Isso gera, também, propaganda gratuita para o autor.
Esse serviço é útil em especial para a venda e divulgação de conteúdo criativo: DJs e músicos podem disponibilizar um novo mix ou single, um artista pode divulgar seu portfólio por um tweet e ganhar maior visibilidade, marcas podem expor o vídeo de uma nova campanha em troca de um tweet dando a essa um potencial maior de viralização, um autor pode lançar dessa forma um livro digital, como no exemplo acima, entre outros.
Quem quiser disponibilizar o seu produto para a compra com um tweet deve entrar no site e se cadastrar de graça. É claro que é sempre possível a divulgação de apenas parte do projeto. No exemplo acima, o autor pode escolher vender por um tweet apenas os primeiros capítulos do seu livro, por exemplo, como uma espécie de teaser, ou ‘test-drive’ do produto.
Há outros serviços de venda social sendo criados, como o Raffle Dog, que por enquanto é somente para usuários americanos. O interessado se inscreve numa rifa gratuita (no momento estão rifando uma vale-compras de $100 para a Amazon) e divulga esta pelo Twitter ou Facebook. O sorteio ocorrerá quando X pessoas fizerem um tweet ou um post no seu wall do Facebook divulgando a rifa. Um desses ‘divulgadores’ ganhará o prêmio.
Esses novos empreendimentos podem impulsionar uma onda de vendas sociais, gerando novas oportunidades de negócios que se valem do fator social para a venda produtos e serviços.
Gostaram do informe ?
Um beijo a todos
Mariana Fabretti