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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Os meios mudam. A necessidade de interação, não.

Por Six Sigma


BuzzMetrics, do IBOPE Nielsen Online, analisa a relação da programação da TV brasileira com as discussões nas redes sociais

A proximidade da internet com a televisão nos lares já começa a estimular nos brasileiros o hábito de comentar online o conteúdo dos programas exibidos na telinha.

Fatos televisivos divertidos, polêmicos e inesperados ou ainda programas aguardados com grande expectativa estão motivando este comportamento nos internautas.

Hoje, a internet brasileira já soma 73,9 milhões em todo o país. Desses, 76% dos adultos afirmam que navegam na internet enquanto assistem TV e, entre eles, 54% publicam comentários na internet, 30% trocam torpedos e 67% trocam mensagens instantâneas*.

Um estudo realizado pelo IBOPE Nielsen Online confirmou esse potencial que os maiores programas da TV têm para gerar grandes picos de discussão nas redes sociais, hoje acessadas por 87% dos internautas brasileiros.

A análise foi obtida a partir do BuzzMetrics, ferramenta de mensuração de conteúdos em mídias sociais, ao investigar três assuntos televisivos muito discutidos na esfera social: futebol, reality shows e novela. Nos três, um mesmo fenômeno se repete: as discussões se aquecem sempre que eventos considerados importantes pelo público acontecem.

Em estudo conduzido pelo IBOPE Nielsen Online, a pesquisa Social TV (*), foi possível perceber ainda que o período das 18 às 24h é o preferido por 85% dos usuários que comentam na internet sobre o programa que estão assistindo na TV.

Diante desses fatos, o IBOPE Nielsen Online constata que o futuro dos meios está na combinação entre eles. “Sem isso, será muito difícil, por exemplo, as empresas atingirem seus públicos-alvo. É preciso planejar cuidadosamente ações motivacionais que garantam engajamento e continuidade, e que o assunto não seja falado apenas durante alguns momentos e, depois, esquecido”, analisa Juliana Sawaia, gerente de inteligência de mercado do IBOPE Nielsen Online.

Saiba mais sobre a relação entre a audiência dos programas de TV e as redes sociais na apresentação do IBOPE Nielsen Online “As #hashtags da TV”, disponível no portal do IBOPE.

(*) Fonte: Pesquisa Social TV – consulta por email a 870 pessoas adultas que fazem parte do painel de pesquisados do IBOPE Nielsen Online, abril.

Sobre o Buzzmetrics

Atualmente, a cobertura na língua portuguesa do BuzzMetrics é de mais de 4,5 milhões de blogs, 70.000 fóruns e 50 milhões de comentários.

Por meio de uma palavra-chave é possível identificar quantas vezes empresas, marcas, produtos, campanhas ou eventos foram citados em redes sociais, blogs, microblogs, fóruns, vídeos e conteúdo online de mídias tradicionais.

A ferramenta não só permite o entendimento das percepções dos consumidores online, como também seu poder de influência: quanto se fala, quem fala e quem escuta, como e onde se fala, do que se fala e o sentimento que prevalece em cada comentário.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

E o orkut hein?

A Rede Social que está predestinada a morte?

Ele já foi dominante entre os internautas brasileiros. No último ano, entretanto, com o crescimento do Facebook e a chegada de outras redes sociais. Muitos acreditaram que o Orkut estava dando seus últimos suspiros...

A mais recente pesquisa F/Radar – realizada pela F/Nazca em parceria com o Datafolha - mapeou o uso da internet e o consumo de mídia no Brasil. A pesquisa mostra que a rede social em questão não apenas sobrevive como continua ganhando, esmagadoramente, no quesito de preferência dos internautas.

De acordo com os números da pesquisa, 80% dos internautas acessam o Orkut. Para efeito de comparação, o Facebook ainda é acessado por apenas 14% desse universo de internautas.
O estudo foi realizado com 2.203 pessoas, de 146 municípios brasileiros, em novembro de 2010.

O orkut, além de campeão na preferência, também é relevante perante ao tempo de navegação. Setenta por cento dos entrevistados garantem que é nessa rede social que eles passam o maior tempo enquanto navegam na internet.
Na internet móvel, o Orkut também é o segundo site mais acessado, representando 16% dos pesquisados.

Pelo celular, o Orkut só perde em audiência para o MSN, que é acessado por 37,5% do total de donos de smartphones e celulares com acesso à web.

No embalo dos amigos

O diretor nacional de planejamento da agência F/Nazca, José Augusto Porto, acredita que uma das razões que explica esse fenômeno de sobrevivencia do Orkut é o efeito dominó do círculo de amigos. Segundo ele, por mais que algumas pessoas estejam, gradativamente, migrando para o Facebook e outras redes, elas não abandonam o Orkut pelo fato de seus amigos e colegas ainda estarem alí.

“As pessoas estão onde os amigos estão. Isso vale tanto para o mundo real quanto para o virtual. O Orkut vem fazendo esforços para se modernizar, ampliar suas ferramentas e isso também vem surtindo efeito. Acredito que boa parte dos usuários do Orkut migrará para o Facebook. Mas não será de maneira repentina e nem tão rápido”, opina Porto.

O executivo avalia que esses dados são bastante uteis para auxiliar as marcas e agências que buscam criar eficientes ações no Orkut, no Facebook e nas demais comunidades virtuais. “As redes sociais são como uma festa de amigos para a qual as marcas não forma convidadas”, ilustra ele. “Para se fazer notar é preciso entrar com cautela, conquistas a confiança de quem está ali presente e oferecer algo que os internautas queiram ver”, complementa.


Post adaptado da matéria - Vida longa ao Orkut de Bárbara Sacchitiello para o Meio&Mensagem


por Six Sigma