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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

AmBev terá de parar de vender cerveja 630 ml no RJ e RS

A AmBev terá de encerrar a venda de cerveja em garrafas de 630 ml, comercializada no Rio de Janeiro, com a marca Skol, e no Rio Grande do Sul, com a marca Bohemia.

A decisão foi tomada hoje pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A empresa assinou termo em que se compromete a interromper a venda em 270 dias no Rio, e em 60 dias no Rio Grande do Sul.

Um conjunto de cervejarias, entre elas a Kaiser, entrou com a reclamação na SDE (Secretaria de Direito Econômico) em 2008, alegando que a garrafa está fora do padrão de 600 ml, o que impede a reutilização do vasilhame por outras empresas.

Em 2009, o Cade vetou a venda da garrafa de 630 ml em todos os Estados, menos Rio e Rio Grande do Sul. Agora, a proibição vale para todo o país.

O descumprimento do termo pode gerar multas diárias de R$ 50 mil a R$ 200 mil à AmBev, além de reabertura do processo administrativo, dependendo do período de fabricação e volume de garrafas fora do padrão.

A Ambev informou que o encerramento da venda da garrafa se deu após um Termo de Cessação de Conduta, apesar de entender que "não existe qualquer infração à ordem econômica na garrafa de 630 ml".

A empresa afirmou ainda que a medida "não configura qualquer juízo de mérito no que diz respeito a qualquer limitação do direito da Ambev de inovar ou lançar novas garrafas proprietárias, ou de ser compelida a participar de sistema de intercâmbio de garrafas".

RESULTADO

A Ambev registrou lucro líquido R$ 1,81 bilhão no terceiro trimestre deste ano, 47,5% acima do valor registrado no mesmo período de 2009, quando a companhia obteve R$ 1,23 bilhão. O lucro líquido da Ambev no segundo trimestre deste ano foi de R$ 1,52 bilhão.

O lucro líquido nos nove meses deste ano foi de R$ 4,97 bilhões, alta de 18,6% na relação com o período de 2009, cujo lucro foi de R$ 4,19 bilhões.

A receita líquida foi de R$ 5,97 bilhões no terceiro trimestre, alta de 10,5% na comparação anual com os R$ 5,41 bilhões reportados em 2009.

Comércio virtual brasileiro deve encerrar o ano com faturamento de R$ 15 bi

As vendas no comércio eletrônico devem crescer 40% neste Natal, prevê a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, câmara-e.net. A expectativa é que os consumidores movimentem R$ 3,3 bilhões no último trimestre do ano, levando o faturamento do varejo virtual a ultrapassar os R$ 15 bilhões em 2010.

A previsão inicial para o giro de negócios virtuais em 2010 era de R$ 14,3 bilhões. No primeiro semestre deste ano, os consumidores brasileiros movimentaram R$ 6,7 bilhões em compras on-line.

A alta de 40% em relação aos seis primeiros meses de 2009 foi impulsionada pela venda de aparelhos de TV para a Copa e a vigência da redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a linha branca. Os especialistas previam uma redução para o segundo semestre.

Os produtos de informática e os eletrônicos devem liderar as vendas no Natal. Segundo a câmara, nas três semanas anteriores à data, os varejistas vendem o equivalente a oito semanas médias. O Natal representa 16% das vendas no ano.

Para o presidente da câmara-e.net, Manuel Matos, os varejistas devem reforçar a infraestrutura para garantir o atendimento à demanda. "Um ponto crucial é o processo de logística na entrega dos produtos, pois o e-varejista deve garantir a chegada da mercadoria no tempo devido".

O Brasil tem hoje cerca de 70 milhões de internautas e os usuários ativos somam quase 40 milhões de pessoas, segundo levantamento do Ibope.

O número de internautas que fizeram ao menos uma compra virtual chegou a 20 milhões de consumidores ao final de junho. A previsão para o final do ano é que mais 3 milhões de pessoas entrem para o mercado virtual, o que significará um aumento de 30% na base total de consumidores virtuais no Brasil.

Apesar de representar cerca de 50% do mercado virtual da América Latina, o e-commerce ainda está longe de economias desenvolvidas. O e-commerce britânico, apontado como o de maior faturamento pelo Boston Consulting Group, movimentou cerca de R$ 269 bilhões no ano passado.

Dell compra empresa de computação em nuvem Boomi

A Dell vai comprar a empresa de serviços de computação em nuvem Boomi para ampliar sua capacidade de fornecer software por redes de computadores.

A segunda maior fabricante de computadores do mundo não revelou os termos do acordo com a Boomi, que tem entre seus clientes a produtora de software corporativo Salesforce.com.

A Boomi levantou US$ 4 milhões em 2008 em uma rodada de financiamento institucional liderada pelo fundo de investimentos de risco FirstMark Capital. A companhia foi fundada em 2000.

A Boomi vinha sendo citada por observadores do setor como alvo potencial de aquisição depois que a IBM comprou a Cast Iron Systems este ano.

A Dell tem promovido uma estratégia de aquisições, mas recentemente perdeu a disputa pela fabricante de equipamentos de armazenagem de dados 3PAR para a rival maior HP.

Apple reduz entregas e cria "corrida" por iPhones no país

Está faltando iPhone no mercado brasileiro.

Os estoques das lojas das operadoras nas principais cidades do país estão quase vazios.

Nas redes credenciadas da Apple, a situação é a mesma. A explicação é que as entregas estão sendo feitas em ritmo menor que a procura.

A situação é tão crítica que nem fila de espera existe, segundo a Folha apurou. É uma recomendação das operadoras, que estão recebendo metade das encomendas fechadas com a Apple.

Em São Paulo, o gerente de projetos de tecnologia Ivo Correa, 45, teve seu iPhone roubado há um mês e precisou trocá-lo.

"A central de atendimento da operadora me fazia ir de loja em loja para procurar o iPhone", diz.

"Ninguém informava em qual loja eu encontraria o aparelho. Na sexta tentativa, percebi que estava faltando iPhone. Só consegui depois de muita insistência, na sétima loja", diz Correa.

Gerente de projetos de tecnologia Ivo Correa, 45, teve seu iPhone roubado --e dificuldades para encontrar outro
Além de atrasos nas entregas, a Apple não estaria repassando as quantidades acertadas com as operadoras. A fabricante não quis comentar o assunto.

A Folha apurou que um novo carregamento de iPhones contendo as quantidades adequadas à demanda do mercado brasileiro está prestes a chegar para garantir as vendas de Natal.

Um dos motivos do atraso seria um ritmo de venda acima do projetado pela Apple e que estaria levando a chinesa Foxconn, que fabrica os iPhones para ela, a ultrapassar sua capacidade de produção.

Procurada, a Foxconn não respondeu até o fechamento desta edição.

Inglaterra repreende Google sobre coleta de dados com o Street View


O Google recebeu uma advertência do comissário de informação do Reino Unido, sob alegação de que as ações de coleta de dados por intermédio do serviço de mapas Street View eram uma "violação significativa do primeiro princípio da Lei de Proteção de Dados".



Google recebeu uma advertência do comissário de informação do Reino Unido; empresa não será multada, no entanto
Ainda assim, segundo o diário, a companhia de internet não será multada pelo Estado inglês. Mas o Google deverá apagar os dados coletados no Reino Unido assim que possível.

"A ação mais adequada e proporcional na regulamentação, nessas circunstâncias, é garantir um compromisso legal e por escrito do Google de que isso não aconteça novamente, disse o comissário de informação Christopher Graham.

No começo do ano, o Google admitiu que cooptou dados pessoais de redes Wi-Fi não apenas na Inglaterra, mas em outros países, por meio dos carros do Street View. Dentre esses dados, estão inclusos endereços de e-mail e senhas de computadores.

O Google disse que essa coleta ocorreu por acidente.

Na semana passada, os Estados Unidos encerraram as investigações sobre a companhia.

Entretanto, o serviço ainda está sob investigação na Itália, França, Alemanha, Espanha e Canadá.

Chip devolve visão a cego que sofre de doença rara

Cientistas da Alemanha implantaram um chip atrás de um das retinas do finlandês Mikka Terho e ele afirma ter voltado a enxergar.

Terho, que sofre de uma rara doença hereditária chamada retinite pigmentosa, começou a ficar cego durante a sua adolescência.

O chip é um apenas um protótipo que fornece avisos visuais, mas os pesquisadores estão tão entusiasmados com os resultados que já pensam em realizar testes no Reino Unido.

O comitê de ética britânico aprovou testes com 12 pessoas no país, que serão realizados em Oxford e em Londres.

Essa não é a primeira vez que chips são usados para recuperar a visão. Em outros experimentos, uma câmera montada em óculos envia informações para chips implantados na retina.

Porém, o experimento com o chip alemão promete usar os olhos dos próprios cegos para fazê-los enxergar novamente.

Microsoft espera vender 5 mi de controles por movimento Kinect

A Microsoft espera vender 5 milhões de controles por movomento Kinect para Xobx 360 nos Estados Unidos a partir desta quinta-feira (4) até o final de semana --o que potencialmente adicionaria US$ 750 milhões à receita da companhia neste trimestre.

Phil McCarten -16.jun.10/Reuters

Pessoas jogam game controlado pelo Kinect em feira nos EUA; expectativa é que se vendam 5 mi de controles da Microsoft
O dispositivo, cujo preço é US$ 150, permite aos usuários jogar games usando apenas gestos e comandos de voz, e vai às gôndolas às 00h em 30 mil lojas no país norte-americano.

A companhia espera desafiar o Move, da Sony, e o Wii, da Nintendo, no crescente mercado de games e controles por movimento.

Haverá eventos em 5.000 lojas dos Estados Unidos às 00h, a fim de marcar o lançamento do novo produto.

O Kinect deve chegar ao Brasil até o final do ano, segundo informações da companhia.

Facebook atualiza aplicativo para celulares e anuncia outras novidades

Começou às 15h30 desta quarta-feira (3), o evento do Facebook voltado para celulares. Mark Zuckerbeg, executivo-chefe do Facebook, começou a apresentação com a atualização dos aplicativos do serviço para Android e iPhone.

Agora, a função de geolocalização "Places" e a de divisão de amigos em categorias, o "Grupos", está disponível para os sistemas. Segundo Zucerkberg, 65 milhões de pessoas acessam o Facebook pelo celular.

O executivo, que tratou logo de desmentir o boato de que o Facebook lançaria um telefone no evento, apresentou também outras novidades.

A primeira, batizada de Single Sign-on, simplifica o conceito do Facebook Connect - a possibilidade do usuário se logar em vários sites e serviços com o login e senha do Facebook.

O Single Sign-on agora permite que, uma vez logado no celular, o Facebook Connect funciona com apenas um clique, sem a necessidade de ter que colocar o usuário e senha novamente.

Também foi apresentada uma plataforma chamada Deals, para lojas e outros estabelecimentos fazerem ofertas para pessoas que estão por perto.

O sistema usa informações do Places e os interesses do usuário para indicar descontos em cafeterias ou bares, por exemplo. O Deals também pode ser usado para estimular a lealdade dos consumidores, como um bar que te dá uma cerveja grátis se você fizer dez check-ins no local pelo Facebook.

Redes de TV dos EUA não entenderam o Google TV, diz Google

As tentativas de redes de televisão pedirem pagamento para permitir que os usuários vejam vídeos on-line disponibilizados em seus sites por meio do Google TV representam um "mal entendido" do conceito do serviço, disse um executivo da gigante das buscas na terça-feira (2).

As redes norte-americanas ABC, NBC e CBS bloquearam os episódios completos de seus seriados que são disponibilizados em seus sites de serem acessados pelo navegador da Google TV desde que o produto foi lançado no último mês.

O Google TV é um sistema que busca levar a experiência da internet à TV. Por meio dela, o usuário pode buscar por referências de seriados como "House" na programação e em serviços on-lines como a loja Amazon.com.

Rishi Chandra, responsável pelo Google TV, disse que apesar de o Google TV não pagar pelo acesso aos vídeos on-line das redes, o YouTube pode extender seu modelo de publicidade para o serviço.

"O jeito que poderíamos pagar para o conteúdo seria similar ao mecanismo que pagamos para o conteúdo pelo YouTube", disse Chandra.

Lucro sobe, mas receita com anúncios diminui no 3.o trimestre

Resultados divulgados nesta quarta-feira (3/11) mostram desafios da migração para modelo de negócio baseado em publicidade online.

Embora a publicidade online esteja em franca recuperação em 2010, a receita da AOL caiu no terceiro trimestre deste ano, afetada por uma queda significativa em seu negócio de publicidade, indicam os resultados financeiros divulgados pela empresa nesta quarta-feira (3/11).

Comparada com o mesmo período de 2009, a receita caiu 26%, para 563,5 milhões de dólares. O resultado reflete o impacto da queda de 27% na receita com publicidade, que ficou em 292,8 milhões de dólares, e também um declínio de 26% em receita proveniente de assinaturas.

No entanto, graças a cortes de custos e ganhos com a venda de unidades e com investimentos, o lucro líquido da AOL cresceu 132%, saltando de 74 milhões de dólares para 171,6 milhões. Os ganhos por ação saltaram 39%, de 67 centavos de dólar para 93 centavos.

A AOL atribuiu 62,3 milhões de dólares de declínio na receita a “iniciativas” como a venda e a alienação de algumas unidades e subsidiárias, bem como a reduções da equipe de vendas.

Desempenho inferior
De qualquer modo, a empresa teve desempenho inferior em seu negócio de publicidade online – e isso apesar de os gastos com publicidade terem se recuperado este ano depois de uma ligeira contração em 2009.

Nos Estados Unidos, a receita de publicidade online cresceu 11,3%, para 12,1 bilhões de dólares, durante os primeiros seis meses do ano, quando comparado com o mesmo período de 2009, segundo o Interactive Advertising Bureau (IAB) e a PricewaterhouseCoopers (PwC).

Este resultado é o mais alto já alcançado num primeiro semestre, o que coloca 2010 no caminho para atingir o recorde anual, de acordo com o último relatório Internet Advertising Revenue Report, produzido em parceria pelo IAB e pela PwC.

Tanto a Google como a Yahoo, rivais da AOL, divulgaram receitas crescentes no terceiro trimestre.

Por anos a AOL tem tido desempenho inferior à média em publicidade online. As notícias desta quarta-feira colocam em dúvida a capacidade da AOL de estabelecer uma transição de um negócio baseado em assinaturas de acesso discado à Internet para um modelo baseado em receita publicitária.

Depois que a Time Warner promoveu sua separação em dezembro, mediante uma oferta pública de ações, a AOL tornou-se uma empresa independente cuja estratégia, sob o comando do CEO Tim Armstrong, é incrementar seu negócio de publicidade online tornando-se um provedor de conteúdo original em larga escala.