Da Revolução Industrial para a Revolução da Tecnologia muita coisa mudou na vida das pessoas e das empresas de modo geral. A introdução de novas tecnologias de comunicação proporcionou uma mudança significativa nas áreas econômica, política, cultural e social e a cada dia continua sofrendo fortes transformações devido o surgimento de novas formas de se comunicar e de se relacionar com os públicos estratégicos das empresas.
Vivemos a era da cibercultura, na era das tecnologias digitais que nos acompanha em cada minuto de nossas vidas: celulares com tecnologia 3G, jornalismo on line, tv´s digital, skype, MSN, Google Maps, blogs, Orkut, Flickr, Wikipédia, cursos on line, listas telefônicas on line, dentre outros. No mundo dos negócios somos cercados e utilizamos todos os dias, ou na maioria dos dias da semana, ferramentas e/ou serviços disponibilizados na rede.
A grande mudança está na maneira como as empresas estão se relacionando com os seus públicos estratégicos. Com o grande acesso a informações, as pessoas podem descobrir “tudo” sobre as empresas e até questioná-las sobre as suas ações. É comum hoje acharmos no Orkut, por exemplo, comunidades sobre empresas e/ou produtos; vídeos no YouTube com propagandas voltadas para o público que acessa este serviço; ou blogs de empresários e funcionários. Este último vem, cada vez mais, tornando-se uma ferramenta barata e eficaz de colaboração entre empresa e seus stakeholders.
Mas qual o impacto das novas tecnologias de comunicação nas empresas? Os profissionais da área estão acompanhando as tendências de colaboração em massa?
O impacto está nas relações da empresa com seus públicos e no poder que as novas tecnologias de comunicação proporcionam ao consumidor/ cidadão/ funcionário. Estes também detêm hoje o poder de comunicar, de criar, de opinar e de disseminar informações sobre empresas e/ou produtos que podem gerar conseqüências irreversíveis, caso a empresa não consiga monitorar em tempo hábil as informações sobre ela, ou lucrar se manter um relacionamento aberto e transparente.
Com o surgimento destas novas tecnologias, os profissionais da área se vêem cercados por ferramentas eficazes de comunicação, mas que devem ser analisadas e aplicadas de acordo com o público que eles pretendem manter e atingir. As novas tecnologias de comunicação não substituirão o velho e bom quadro de aviso em uma fábrica, onde a maioria dos funcionários não tem acesso a um computador ou a um terminal ligado a Internet, mas uma mensagem no celular sobre assuntos da empresa pode ser até mais eficiente. Afinal, quem não tem um celular hoje?
Entretanto, até que ponto as novas tecnologias de comunicação atendem as demandas dos públicos das empresas? Os profissionais de comunicação já utilizam de forma coerente os meios digitais?
Na realidade, existem empresas que investem nestas novas tecnologias mais ainda como modismo do que como forma de adequar suas estratégias aos interesses de comunicação dos públicos estratégicos. Cabe aos profissionais da área conhecer e explorar estas novas ferramentas de acordo com o negócio da empresa. De nada adiantará um blog sobre a empresa que tenha como objetivo coletar informações dos funcionários se estes não conhecem a ferramenta ou não tem como acessá-la. Além disso, se ela não possuir uma cultura de comunicação que permita o funcionário expressar sua opinião por qualquer outro meio de comunicação, ele poderá procurar outros meios para se comunicar e se relacionar com pessoas que compartilham das mesmas opiniões.
Mônica Alvarez
Artigo apresentado para a disciplina Organizações na sociedade em rede do curso de pós-graduação Comunicação Estratégica nas Organizações da PUC Minas.
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Uma Sociedade em Mudança
Nas últimas décadas do século XX, assistimos a um acentuado movimento de mudanças nas organizações sociais, conseqüente e interdependente dos movimentos de mudanças políticas, econômicas, científicas e culturais.
Esse movimento impulsionou e foi impulsionado, de um lado, pelos avanços das pesquisas, das descobertas científicas e do desenvolvimento dos mais sofisticados meios tecnológicos de informação e comunicação e, de outro, pelas complexas inter-relações do mercado internacional, cada dia mais globalizado.
Segundo Castells, três processos independentes começam a se gestar no final dos anos 60 e princípios dos 70 e convergem hoje para a "gênese de um novo mundo". São:
* a revolução das tecnologias da informação;
* a crise econômica tanto do capitalismo quanto do estadismo e sua subseqüente reestruturação;
* o florescimento de movimentos sociais e culturais - feminismo, ambientalismo, defesa dos direitos humanos, das liberdades sexuais, etc.
"A interação desses três processos, paralelos, mas independentes, durante o último quarto do século XX produz uma redefinição histórica das relações de produção, de poder e de experiência (individual e social) que acabaram produzindo uma nova sociedade." (grifo nosso). (RUIZ, 2002)
Uma nova estrutura social dominante: a sociedade em rede.
Uma nova economia: a economia informacional global.
Uma nova cultura: a cultura da virtualidade real.
Estamos vivendo nesta nova sociedade em constante mudança, que está se organizando e reorganizando de acordo com as características da sociedade em rede, da globalização da economia e da virtualidade, as quais produzem novas e mais sofisticadas formas de exclusão. Apenas adentrando criticamente nessa sociedade e buscando compreender seus instrumentos e dinâmicas de mobilização e expansão é que podemos nos apropriar e utilizar seus recursos e meios de interação para a emancipação humana.
Essas características e contradições da sociedade atual vão gradativamente influenciando em nosso dia a dia, afetando a forma como nos comunicamos, trabalhamos, nos relacionamos com os demais, aprendemos e ensinamos. Aos poucos vamos alterando nossos hábitos e nossas atividades cotidianas.[Fonte: Mídias na Educação]
Esse movimento impulsionou e foi impulsionado, de um lado, pelos avanços das pesquisas, das descobertas científicas e do desenvolvimento dos mais sofisticados meios tecnológicos de informação e comunicação e, de outro, pelas complexas inter-relações do mercado internacional, cada dia mais globalizado.
Segundo Castells, três processos independentes começam a se gestar no final dos anos 60 e princípios dos 70 e convergem hoje para a "gênese de um novo mundo". São:
* a revolução das tecnologias da informação;
* a crise econômica tanto do capitalismo quanto do estadismo e sua subseqüente reestruturação;
* o florescimento de movimentos sociais e culturais - feminismo, ambientalismo, defesa dos direitos humanos, das liberdades sexuais, etc.
"A interação desses três processos, paralelos, mas independentes, durante o último quarto do século XX produz uma redefinição histórica das relações de produção, de poder e de experiência (individual e social) que acabaram produzindo uma nova sociedade." (grifo nosso). (RUIZ, 2002)
Uma nova estrutura social dominante: a sociedade em rede.
Uma nova economia: a economia informacional global.
Uma nova cultura: a cultura da virtualidade real.
Estamos vivendo nesta nova sociedade em constante mudança, que está se organizando e reorganizando de acordo com as características da sociedade em rede, da globalização da economia e da virtualidade, as quais produzem novas e mais sofisticadas formas de exclusão. Apenas adentrando criticamente nessa sociedade e buscando compreender seus instrumentos e dinâmicas de mobilização e expansão é que podemos nos apropriar e utilizar seus recursos e meios de interação para a emancipação humana.
Essas características e contradições da sociedade atual vão gradativamente influenciando em nosso dia a dia, afetando a forma como nos comunicamos, trabalhamos, nos relacionamos com os demais, aprendemos e ensinamos. Aos poucos vamos alterando nossos hábitos e nossas atividades cotidianas.[Fonte: Mídias na Educação]
Violência na mídia e os efeitos sobre as crianças
Praticamente desde a invenção da televisão, pais, professores, legisladores e profissionais de saúde mental se preocupam com o conteúdo dos programas de TV e seu impacto, especialmente nas crianças. Albert Bandura, pesquisador que trabalha com aprendizado social e a tendência das crianças a imitarem o que veem, deu especial atenção ao assunto de como a violência é retratada nessa mídia.
Como resultado de 15 anos de pesquisas sobre o impacto de programas violentos sobre as crianças, foi criado, em 1969, um comitê científico para analisar assuntos relacionando à televisão e comportamento social (o Surgeon General’s Scientific Advisory Committee on Television and Social Behavior). A comissão analisou as respostas da violência a partir das mudanças de atitudes, valores e comportamento dos telespectadores. Um relatório feito em 1982, com base nos dados colhidos por esse comitê, resultou em um trabalho feito pelo Instituto Americano de Saúde Mental, em que foram identificados os principais efeitos da exposição à violência televisionada nas crianças:
• Elas podem ficar menos sensíveis à dor e ao sofrimento alheio
• Pode haver aumento do sentimento de medo relacionado ao mundo ao seu entorno
• É possível que a agressividade e comportamentos violentos para com outros indivíduos aumentem.
Pesquisas feitas por especialistas como Rowell Huesmann, Leonard Eron e outros, apontaram que crianças, nos primeiros anos de escola, que ficam expostas a muitas horas de violência na TV, têm maior tendência a comportamentos agressivos durante a adolescência.
Ao observar esses mesmos indivíduos na idade adulta, Huesmann e Eron chegaram à conclusão de que aqueles que haviam sido expostos – na idade de 8 anos – a muitas horas de programas televisivos violentos, tinham mais problemas com infração de leis e violência. Entretanto, comportamentos agressivos na infância não tinham relação com maior interesse por programas televisivos violentos na adolescência. Essa última constatação aponta no sentido de que assistir à televisão tem relações com a violência quando essas crianças se tornam mais velhas, mas a agressividade na infância não necessariamente resulta em indivíduos agressivos.
Mais recentemente, os videogames se tornaram um fenômeno mundial. Entretanto, há poucos estudos efetivos sobre o assunto. Um desses estudos, feito por Craig Anderson e uma equipe de pesquisadores, mostrou que jogos violentos podem aumentar os pensamentos, sentimentos e comportamentos agressivos de um determinado indivíduo. Essa tendência foi observada tanto em experimentos de laboratório como na vida cotidiana desses indivíduos que participaram da pesquisa.
Outro estudo, feito anteriormente por Anderson, apontou que os videogames violentos podem ser mais impactantes do que programas televisivos ou filmes violentos, pois há o elemento da interatividade envolvido, o que faz que o jogador se identifique com o agressor.
Anderson e outros pesquisadores também estão focando pesquisas sobre como letras de música envolvendo palavras relacionadas à violência podem afetar o comportamento de adultos e crianças. Em um desses estudos, feito em 2003, e que partiu de dados colhidos entre estudantes do ensino médio americano, Anderson observou que músicas com letras violentas aumentavam pensamentos e emoções agressivos e que havia uma relação direta com o tipo de música ouvida.
“Uma conclusão importante dessa e de outras pesquisas sobre entretenimento midiático é que os temas apresentados aos consumidores resultam em determinadas respostas”, diz Anderson. “Essa mensagem é importante para todos aqueles que consomem esse tipo de entretenimento, mas especialmente para os pais de crianças e adolescentes.”
Significância
Uma pesquisa feita nos EUA mostra que uma típica criança americana assiste a aproximadamente 28 horas de televisão por semana (4 horas por dia) e, portanto, já assistiu por volta de 8 mil assassinatos quando atinge os 11 anos de idade. E mais: a maioria dos assassinos representados na TV consegue se safar da responsabilidade pelos seus atos em 75% dos casos, ao mesmo tempo em que não mostram qualquer remorso ou arrependimento moral pelo ocorrido. Dessa forma, a socialização televisiva da violência pode fazer que essas crianças fiquem imunes à brutalidade e à agressividade, enquanto outras podem ter mais sentimentos de medo relacionando o perigo à vivência social.
Com as pesquisas claramente apontando que programas televisivos violentos podem levar a comportamentos agressivos, a Associação Americana de Psicologia (APA) distribuiu, em 1985, uma série de diretrizes informando às produtoras de TV e ao público em geral sobre o potencial perigo da exposição de crianças à violência na televisão.
Em 1992, um Comitê sobre Televisão e Sociedade da APA publicou um relatório que confirmava a relação entre violência televisiva e agressividade.
Aplicação prática
Em 1990, o Congresso americano aprovou uma lei que regulava a veiculação de programas televisivos violentos (o chamado CTA). Como resultado desse CTA (modificado em 1996) foi sugerido às redes de televisão que ao menos três horas de sua programação tivessem um viés educacional e informacional, focando as necessidades intelectuais e cognitivas (incluindo emocionais e sociais) de crianças menores de 16 anos. Esses programas ganhariam indicação clara e objetiva sobre seus objetivos educacionais.
Tais programas educacionais, geralmente, contêm mensagens diretas e indiretas sobre temas relativos à cooperação e à compaixão em vez de agressividade. Pais agora podem ter opção na hora de escolher o que seus filhos podem assistir na TV. Pesquisas sobre televisão e violência também levaram ao desenvolvimento de sistemas que permitem aos pais fazer uma leitura e julgamento claro sobre o conteúdo dos programas televisivos antes de permitirem que seus filhos assistam ao que passa na TV.
Paralelamente aos avisos dos efeitos negativos da violência no conteúdo midiático, as pesquisas em psicologia têm um amplo histórico de cooperação para produção de conteúdos televisivos de qualidade. Daniel Anderson, pesquisador da área de psicologia da Universidade de Massachusetts, nos EUA, por exemplo, tem estudos que auxiliaram no desenvolvimento de conteúdos para programas como a Vila Sésamo, que têm viés claramente educativo.
Como resultado de 15 anos de pesquisas sobre o impacto de programas violentos sobre as crianças, foi criado, em 1969, um comitê científico para analisar assuntos relacionando à televisão e comportamento social (o Surgeon General’s Scientific Advisory Committee on Television and Social Behavior). A comissão analisou as respostas da violência a partir das mudanças de atitudes, valores e comportamento dos telespectadores. Um relatório feito em 1982, com base nos dados colhidos por esse comitê, resultou em um trabalho feito pelo Instituto Americano de Saúde Mental, em que foram identificados os principais efeitos da exposição à violência televisionada nas crianças:
• Elas podem ficar menos sensíveis à dor e ao sofrimento alheio
• Pode haver aumento do sentimento de medo relacionado ao mundo ao seu entorno
• É possível que a agressividade e comportamentos violentos para com outros indivíduos aumentem.
Pesquisas feitas por especialistas como Rowell Huesmann, Leonard Eron e outros, apontaram que crianças, nos primeiros anos de escola, que ficam expostas a muitas horas de violência na TV, têm maior tendência a comportamentos agressivos durante a adolescência.
Ao observar esses mesmos indivíduos na idade adulta, Huesmann e Eron chegaram à conclusão de que aqueles que haviam sido expostos – na idade de 8 anos – a muitas horas de programas televisivos violentos, tinham mais problemas com infração de leis e violência. Entretanto, comportamentos agressivos na infância não tinham relação com maior interesse por programas televisivos violentos na adolescência. Essa última constatação aponta no sentido de que assistir à televisão tem relações com a violência quando essas crianças se tornam mais velhas, mas a agressividade na infância não necessariamente resulta em indivíduos agressivos.
Mais recentemente, os videogames se tornaram um fenômeno mundial. Entretanto, há poucos estudos efetivos sobre o assunto. Um desses estudos, feito por Craig Anderson e uma equipe de pesquisadores, mostrou que jogos violentos podem aumentar os pensamentos, sentimentos e comportamentos agressivos de um determinado indivíduo. Essa tendência foi observada tanto em experimentos de laboratório como na vida cotidiana desses indivíduos que participaram da pesquisa.
Outro estudo, feito anteriormente por Anderson, apontou que os videogames violentos podem ser mais impactantes do que programas televisivos ou filmes violentos, pois há o elemento da interatividade envolvido, o que faz que o jogador se identifique com o agressor.
Anderson e outros pesquisadores também estão focando pesquisas sobre como letras de música envolvendo palavras relacionadas à violência podem afetar o comportamento de adultos e crianças. Em um desses estudos, feito em 2003, e que partiu de dados colhidos entre estudantes do ensino médio americano, Anderson observou que músicas com letras violentas aumentavam pensamentos e emoções agressivos e que havia uma relação direta com o tipo de música ouvida.
“Uma conclusão importante dessa e de outras pesquisas sobre entretenimento midiático é que os temas apresentados aos consumidores resultam em determinadas respostas”, diz Anderson. “Essa mensagem é importante para todos aqueles que consomem esse tipo de entretenimento, mas especialmente para os pais de crianças e adolescentes.”
Significância
Uma pesquisa feita nos EUA mostra que uma típica criança americana assiste a aproximadamente 28 horas de televisão por semana (4 horas por dia) e, portanto, já assistiu por volta de 8 mil assassinatos quando atinge os 11 anos de idade. E mais: a maioria dos assassinos representados na TV consegue se safar da responsabilidade pelos seus atos em 75% dos casos, ao mesmo tempo em que não mostram qualquer remorso ou arrependimento moral pelo ocorrido. Dessa forma, a socialização televisiva da violência pode fazer que essas crianças fiquem imunes à brutalidade e à agressividade, enquanto outras podem ter mais sentimentos de medo relacionando o perigo à vivência social.
Com as pesquisas claramente apontando que programas televisivos violentos podem levar a comportamentos agressivos, a Associação Americana de Psicologia (APA) distribuiu, em 1985, uma série de diretrizes informando às produtoras de TV e ao público em geral sobre o potencial perigo da exposição de crianças à violência na televisão.
Em 1992, um Comitê sobre Televisão e Sociedade da APA publicou um relatório que confirmava a relação entre violência televisiva e agressividade.
Aplicação prática
Em 1990, o Congresso americano aprovou uma lei que regulava a veiculação de programas televisivos violentos (o chamado CTA). Como resultado desse CTA (modificado em 1996) foi sugerido às redes de televisão que ao menos três horas de sua programação tivessem um viés educacional e informacional, focando as necessidades intelectuais e cognitivas (incluindo emocionais e sociais) de crianças menores de 16 anos. Esses programas ganhariam indicação clara e objetiva sobre seus objetivos educacionais.
Tais programas educacionais, geralmente, contêm mensagens diretas e indiretas sobre temas relativos à cooperação e à compaixão em vez de agressividade. Pais agora podem ter opção na hora de escolher o que seus filhos podem assistir na TV. Pesquisas sobre televisão e violência também levaram ao desenvolvimento de sistemas que permitem aos pais fazer uma leitura e julgamento claro sobre o conteúdo dos programas televisivos antes de permitirem que seus filhos assistam ao que passa na TV.
Paralelamente aos avisos dos efeitos negativos da violência no conteúdo midiático, as pesquisas em psicologia têm um amplo histórico de cooperação para produção de conteúdos televisivos de qualidade. Daniel Anderson, pesquisador da área de psicologia da Universidade de Massachusetts, nos EUA, por exemplo, tem estudos que auxiliaram no desenvolvimento de conteúdos para programas como a Vila Sésamo, que têm viés claramente educativo.
Venda de roupas pela internet está crescendo de forma acelerada
Depois de alguns meses sem escrever para o nosso blog, hoje venho falar sobre uma assunto muito falado hoje na internet.
Na semana passada o Carrefour foi o último dos grandes varejistas a entrar no ambiente on-line. Neste mesmo rítmo as lojas especializadas em roupas e acessórios têm conseguido espaço no mercado de vendas pela internet.
Empresas como Marisa mostram-se experientes no varejo de moda pela internet, outras se aventuram e começam a lançar suas lojas virtuais ou apostam numa reformulação de seu e-commerce. É o caso de marcas como Marisa, Renner, C&A, Cantão, Redley, Osklen e Checklist.
O segmento de moda e acessórios registrou um crescimento de 108% na variação de pedidos na comparação de outubro de 2009 com o mesmo período do ano anterior. Já o faturamento do varejo de moda no e-commerce obteve alta de 115%, aponta a e-bit. Os números indicam que este mercado ainda tem muito a evoluir no Brasil.
A grande dificuldade para a venda de roupas pela internet é padronização dos tamanhos, mas já pensando nisso a Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT) está definindo novas normas de medidas para roupas.
Lojas presentes na venda on-line
Ainda sem loja virtual, a Renner planeja entrar no e-commerce nos próximos meses. A estratégia da marca é fundamentada em muita pesquisa e relacionamento com o consumidor. Já a C&A realiza a pré-venda das peças C&A Collection, coleções em parcerias com estilistas brasileiros, como Amir Slama, Reinaldo Lourenço e Isabela Capetto. As marcas têm um concorrente de peso: a Marisa, que completa 10 anos de e-commerce e é uma das pioneiras nesta área. Mensalmente, a Marisa recebe 1,2 milhão de visitantes e é responsável por 0,7% do faturamento da marca, que conta hoje com 226 lojas físicas e um lucro líquido de R$ 1,4 bilhão em 2009.
Agora que a largada foi dada, é hora das lojas agirem de forma rápida e estratégica para não perder o mercado. Nesta corrida até as pequenas lojas tem espaço.
Na semana passada o Carrefour foi o último dos grandes varejistas a entrar no ambiente on-line. Neste mesmo rítmo as lojas especializadas em roupas e acessórios têm conseguido espaço no mercado de vendas pela internet.
Empresas como Marisa mostram-se experientes no varejo de moda pela internet, outras se aventuram e começam a lançar suas lojas virtuais ou apostam numa reformulação de seu e-commerce. É o caso de marcas como Marisa, Renner, C&A, Cantão, Redley, Osklen e Checklist.
O segmento de moda e acessórios registrou um crescimento de 108% na variação de pedidos na comparação de outubro de 2009 com o mesmo período do ano anterior. Já o faturamento do varejo de moda no e-commerce obteve alta de 115%, aponta a e-bit. Os números indicam que este mercado ainda tem muito a evoluir no Brasil.
A grande dificuldade para a venda de roupas pela internet é padronização dos tamanhos, mas já pensando nisso a Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT) está definindo novas normas de medidas para roupas.
Lojas presentes na venda on-line
Ainda sem loja virtual, a Renner planeja entrar no e-commerce nos próximos meses. A estratégia da marca é fundamentada em muita pesquisa e relacionamento com o consumidor. Já a C&A realiza a pré-venda das peças C&A Collection, coleções em parcerias com estilistas brasileiros, como Amir Slama, Reinaldo Lourenço e Isabela Capetto. As marcas têm um concorrente de peso: a Marisa, que completa 10 anos de e-commerce e é uma das pioneiras nesta área. Mensalmente, a Marisa recebe 1,2 milhão de visitantes e é responsável por 0,7% do faturamento da marca, que conta hoje com 226 lojas físicas e um lucro líquido de R$ 1,4 bilhão em 2009.
Agora que a largada foi dada, é hora das lojas agirem de forma rápida e estratégica para não perder o mercado. Nesta corrida até as pequenas lojas tem espaço.
Venda pela internet pode ser saída para faturar muito mais
Visto por muitos como um canal de vendas com custos reduzidos se comparado a uma loja convencional, o comércio eletrônico apresenta grandes desafios para as pequenas empresas. Uma das suas vantagens é a abrangência geográfica. Porém, para ter sucesso é preciso dispor de infraestrutura de tecnologia e de atendimento; agilidade e perseverança. Superadas as barreiras de ordem tecnológica e de gestão, a venda pela internet pode se tornar uma excelente alternativa para aumentar o faturamento.
De acordo com a 12ª pesquisa realizada pela FGV/EAESP sobre comércio eletrônico no mercado brasileiro, esse segmento movimenta US$ 60 bilhões, dos quais 29,32% correspondem à venda ao usuário final.
A expectativa de comercialização pela internet aumenta conforme o número de usuários e do parque instalado de computadores no Brasil. Calcula-se que em maio o total de PCs em uso no país chegue a 72 milhões. Em 2009, considerando-se o mercado corporativo e o doméstico somados, o número de máquinas atingiu 66 milhões, de acordo com a 21ª edição da pesquisa Administração de Recursos de Informática conduzida pelo professor Fernando Meirelles, da FGV/EAESP-CIA.
Esse estudo aponta que serão 100 milhões de usuários até 2012 e 140 milhões até 2014. As redes sociais e os blogs podem ser usados para a divulgação de produtos e serviços e captar novos adeptos do comércio eletrônico, impulsionando esse crescimento. Hoje, de acordo com a camara-e net, 90% das compras são efetuadas em varejistas de âmbito nacional.
O levantamento da FGV considerou qualquer transação e processo de atendimento a cliente, que envolva ou não dinheiro. "Sempre há espaço para aproveitar a web para exposição e contatos, com ganhos que não se restringem à venda", diz Alberto Luiz Albertin, professor e coordenador na área de comércio eletrônico da FGV/EASP. A pesquisa considera como pequena a empresa que fatura até US$ 50 milhões por ano; média de US$ 50 milhões a US$ 150 milhões e, acima desse valor, como grande empresa.
De acordo com a camara-e net, de um universo de 5 milhões de empresas, 60 mil têm operação na web e movimentaram em 2009 R$ 10,8 bilhões. Para 2010, a entidade aposta em crescimento de no mínimo 30%, superando R$ 14,4 bilhões, porque somente no primeiro trimestre do ano registrou um índice de 11%. "A entrada do Wallmart, Casas Bahia e Carrefour contribuiu para o crescimento do segmento, por abranger as classes C e D", diz Gerson Rolim, diretor executivo da camara-e net.
Para superar entraves como segurança, logística de entrega, gestão e falta de apoio e orientação dos fornecedores de TI, as pequenas empresas precisam entender o que é comércio eletrônico, suas possibilidades e limitações. Uma competência básica pode ser obtida por meio de livros, cursos e consultas a especialistas.
Antes de tomar a decisão de ir para a web é primordial identificar se os produtos e serviços a serem ofertados são apropriados para esse tipo de venda - os mais indicados são os padronizados. E elaborar um plano operacional, olhar o negócio com um todo e calcular o impacto que a venda online irá causar na organização. Considerar ainda, se a adoção de venda online será gradativa e quais atividades serão integradas à internet.
Outra dificuldade a ser enfrentada diz respeito à integração de sistemas tanto internos quanto externos. "Para as pequenas, a situação é mais crítica pelo tipo de sistema e informatização que tiveram", avalia Albertin. Nessa mesma linha, Alessandro Gil, diretor de marketing da Ikeda e-commerce, diz que "para uma integração de sistemas fluir bem, depende do fornecedor e do legado do lojista".
Um ponto que requer atenção é o sistema de gestão, que deve estar totalmente preparado para a interoperabilidade das soluções tecnológicas. Para fazer comércio eletrônico, é preciso profissionalizar o ambiente interno e revisar toda a infraestrutura de TI, desde o hardware, até os software e, os aplicativos.
Para a integração com sistemas externos, uma opção é o desenvolvimento próprio, ou adquirir no mercado uma solução pronta. Além disso, "tomar cuidado com as ofertas gratuitas", diz Albertin.
A questão da segurança, antes empecilho para o avanço das transações online, já se mostra bem evoluída, com criptografia e certificado digital. De acordo com Albertin, a parte tecnológica está resolvida, a barreira agora é o custo.
Se o uso de cartão de crédito está consolidado nos grandes sites, que oferecem status de transação segura, uma saída é se associar a essas grandes empresas. "A Amazon.com, por exemplo, assume toda a administração da transação e o pequeno lojista paga pelo serviço", exemplifica Hugo Costa, diretor comercial da ACI Worldwide.
Outro recurso que ganha adeptos é o certificado digital que garante integridade, privacidade e autenticidade em uma operação eletrônica. "Empresas com amparo legal e capilaridade no país estão aptas a emitir o certificado digital, entre elas, a CertSign, Serasa, Imprensa Oficial de São Paulo, cartórios e os Correios", diz Rolim, que lembra: "Há inversão do ônus da prova". Se ocorrer algum problema, quem tem de provar que não efetuou a compra é o consumidor, desonerando o lojista.
De acordo com a 12ª pesquisa realizada pela FGV/EAESP sobre comércio eletrônico no mercado brasileiro, esse segmento movimenta US$ 60 bilhões, dos quais 29,32% correspondem à venda ao usuário final.
A expectativa de comercialização pela internet aumenta conforme o número de usuários e do parque instalado de computadores no Brasil. Calcula-se que em maio o total de PCs em uso no país chegue a 72 milhões. Em 2009, considerando-se o mercado corporativo e o doméstico somados, o número de máquinas atingiu 66 milhões, de acordo com a 21ª edição da pesquisa Administração de Recursos de Informática conduzida pelo professor Fernando Meirelles, da FGV/EAESP-CIA.
Esse estudo aponta que serão 100 milhões de usuários até 2012 e 140 milhões até 2014. As redes sociais e os blogs podem ser usados para a divulgação de produtos e serviços e captar novos adeptos do comércio eletrônico, impulsionando esse crescimento. Hoje, de acordo com a camara-e net, 90% das compras são efetuadas em varejistas de âmbito nacional.
O levantamento da FGV considerou qualquer transação e processo de atendimento a cliente, que envolva ou não dinheiro. "Sempre há espaço para aproveitar a web para exposição e contatos, com ganhos que não se restringem à venda", diz Alberto Luiz Albertin, professor e coordenador na área de comércio eletrônico da FGV/EASP. A pesquisa considera como pequena a empresa que fatura até US$ 50 milhões por ano; média de US$ 50 milhões a US$ 150 milhões e, acima desse valor, como grande empresa.
De acordo com a camara-e net, de um universo de 5 milhões de empresas, 60 mil têm operação na web e movimentaram em 2009 R$ 10,8 bilhões. Para 2010, a entidade aposta em crescimento de no mínimo 30%, superando R$ 14,4 bilhões, porque somente no primeiro trimestre do ano registrou um índice de 11%. "A entrada do Wallmart, Casas Bahia e Carrefour contribuiu para o crescimento do segmento, por abranger as classes C e D", diz Gerson Rolim, diretor executivo da camara-e net.
Para superar entraves como segurança, logística de entrega, gestão e falta de apoio e orientação dos fornecedores de TI, as pequenas empresas precisam entender o que é comércio eletrônico, suas possibilidades e limitações. Uma competência básica pode ser obtida por meio de livros, cursos e consultas a especialistas.
Antes de tomar a decisão de ir para a web é primordial identificar se os produtos e serviços a serem ofertados são apropriados para esse tipo de venda - os mais indicados são os padronizados. E elaborar um plano operacional, olhar o negócio com um todo e calcular o impacto que a venda online irá causar na organização. Considerar ainda, se a adoção de venda online será gradativa e quais atividades serão integradas à internet.
Outra dificuldade a ser enfrentada diz respeito à integração de sistemas tanto internos quanto externos. "Para as pequenas, a situação é mais crítica pelo tipo de sistema e informatização que tiveram", avalia Albertin. Nessa mesma linha, Alessandro Gil, diretor de marketing da Ikeda e-commerce, diz que "para uma integração de sistemas fluir bem, depende do fornecedor e do legado do lojista".
Um ponto que requer atenção é o sistema de gestão, que deve estar totalmente preparado para a interoperabilidade das soluções tecnológicas. Para fazer comércio eletrônico, é preciso profissionalizar o ambiente interno e revisar toda a infraestrutura de TI, desde o hardware, até os software e, os aplicativos.
Para a integração com sistemas externos, uma opção é o desenvolvimento próprio, ou adquirir no mercado uma solução pronta. Além disso, "tomar cuidado com as ofertas gratuitas", diz Albertin.
A questão da segurança, antes empecilho para o avanço das transações online, já se mostra bem evoluída, com criptografia e certificado digital. De acordo com Albertin, a parte tecnológica está resolvida, a barreira agora é o custo.
Se o uso de cartão de crédito está consolidado nos grandes sites, que oferecem status de transação segura, uma saída é se associar a essas grandes empresas. "A Amazon.com, por exemplo, assume toda a administração da transação e o pequeno lojista paga pelo serviço", exemplifica Hugo Costa, diretor comercial da ACI Worldwide.
Outro recurso que ganha adeptos é o certificado digital que garante integridade, privacidade e autenticidade em uma operação eletrônica. "Empresas com amparo legal e capilaridade no país estão aptas a emitir o certificado digital, entre elas, a CertSign, Serasa, Imprensa Oficial de São Paulo, cartórios e os Correios", diz Rolim, que lembra: "Há inversão do ônus da prova". Se ocorrer algum problema, quem tem de provar que não efetuou a compra é o consumidor, desonerando o lojista.
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